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No início do século XX, por
volta de 1916, o Sr Celeste
Vaccari adquire uma propriedade
com 150 Alqueire, e denomina-a
Fazenda São José do Paraíso. A
família formará uma extensa
lavoura de café ao lado de
outras fazendas já existentes.
Sabe-se que a região pertencia à
Paróquia de São Pedro. Para a
missa mensal, os sacerdotes
vinham de São Pedro até o Morro
da Fazenda Conceição e Boa
Vista, onde os moradores iam
buscá-los a cavalo. Existia uma
pequena capela feita de pau a
pique dedicada a Nossa Senhora,
na estrada do “Morro da Santa
Do lado oposto existiu um
cemitério.
Por volta de 1919, o Sr Celeste
Vacari inicia a construção da
residência ao nascente e de uma
nova capela na sua propriedade,
no meio dos cafezais, ao poente,
dedicada a São José. A
inauguração da Capela será em
1921, data em que provavelmente
já terá o início da tradicional
quermesse. Entre 1948 e1950 será
erguida a torre da capela. Em
1950, o Sr. Aldo Surian será o
novo proprietário da Fazenda São
José do Paraíso , quando nos
anos 60, vindos da região de
Araraquara, os concunhados o Sr.
Antonio Russo e o Sr. Laurindo
Gennari,, adquirirão a fazenda e
esta será dividida nos anos 70
. Em 1974, o sr. Laurindo Genari
retorna para Araraquara e vende
sua parte ao Sr. Guerino Superti,
falecido em 1995, que a
denominou de Fazenda de São
Sebastião do Paraíso pertencendo
aos herdeiros.
A
antiga sede da Fazenda São José
do Paraíso é propriedade da Sra.
Leontina Russo, sendo as demais
partes entre herdeiros e
adquirida por novos moradores, e
a parte onde se instalou a
partir de 1990 o Mosteiro do
Paraíso, anexo à Capela.
Ao
construir a Capela, o Sr.
Celeste Vacari faz doação à
Paróquia.
Assim torna-se uma capela curada, com atendimento do
sacerdote e atividades
pastorais. Era grande o número
de moradores colonos, tanto das
fazendas São José do Paraíso,
Santa Cândida e Santa Cruz, além
de muitas pequenas propriedades
ao redor. Existiam associações
como a Pia União de Maria e os
Marianos, catequistas, diretoria
e zeladores.
Assumirá como zelador seu filho
Bento Vacari, por muitos anos e
depois seu irmão Cirilo. até o
final dos anos 60. A família de
Bento Vacari terá um filho
ordenado sacerdote, pe. Ângelo,
e uma filha religiosa, irmã
Alice Vacari, da Congregação das
Irmãs Franciscanas do Sagrado
Coração de Maria, de Piracicaba.
O Sr. Humberto Spigolon e Dna.
Maria Vacari Spigolon terão a
filha Aurélia Spigolon,
religiosa da mesma Congregação,
Dna. Alzira, catequista e seu
irmão Waldomiro, zelador ,
Iolanda e outros filhos e
filhas, que hoje residem em
outras cidades.
Nas décadas de 60 e 70, outros
zeladores: Pedro Spigolon,
Laurindo Genari, auxiliados por
Waldomiro, ainda muito jovem:
Zeferino Bissoli, Henrique
Locatelli, João Batista Mariano
Neto, Waldomiro Spigolon. A
capela sempre contou com
Diretorias originários de muitas
famílias: Bissoli, Reginato,
Daniel, Mariano, Gazola,
Locatelli, Brichi, Loureiro, e
outras mais recentes.
Cabe-nos lembrar do Sr Laurindo Genari,
permanecendo zelador até 1974,
quando muda-se para Araraquara
com sua esposa, Dna. Maria, já
falecida. Ainda temos a alegria
de sua visita em nossa
comunidade. Homem de profunda
devoção mariana, imprimiu sua
índole no profundo amor à Igreja
na comunidade do Paraíso.
Desde a juventude o Sr. Waldomiro Spigolon,
agricultor, pai de família e
cristão exemplar, é lembrado
como aquele que sempre cuidou da
capela. Fez da comunidade o
sinal vivo da sua vida. Homem da
simplicidade, da oração e do
silêncio, junto de sua esposa
Rosalina e seus filhos uniu as
famílias em torno da vida
cristã. Faleceu a 19 de Maio de
1998 e permanece vivo na memória
de todos como uma daquelas
raízes mais profundas e robustas
desta árvore do Paraíso.
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