| Palavra do Bispo |
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| Por Administrador | |
| 31 de julho de 2008 | |
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PALAVRA DO BISPO: POLÍTICA - A ARTE DA CIDADANIA
Dom Paulo: Um aspecto característico de um verdadeiro chefe ou de um verdadeiro político é o fato de saber como escolher os seus colaboradores. Deverá saber procurá-los, descobri-los, acolhê-los, inspirar-lhes confiança, deixá-los trabalhar, amá-los. É claro que não existe um político “ideal”, como também não existe um colaborador “ideal”; o que não significa que se possa escolher qualquer um.
Antes de ser ciência, a Política é uma arte. Ela supõe, como todas as artes, um dom. São Paulo nos fala da diversidade de dons: uns têm o dom de falar; outros o de profetizar; outros, ainda, o de curar... Quem não tem dom (é bom lembrar que dom e vocação estão ligados) para a pintura, por exemplo, pode ter nas mãos a melhor tela, os melhores pincéis e as melhores tintas e não conseguirá nada além de “estragar” a tela. Penso que o mesmo se pode aplicar à Política. Todo homem é, por natureza, um ser político; enquanto habita uma “polis” (cidade) e tem, nesta “polis” direitos e deveres. Daí nasce o conceito de cidadania, muito mais na linha dos “deveres” do que na dos “direitos”. A política supõe liderança. E líder é aquele que coordena, dirige e guia um grupo social, político, religioso... O líder é alguém cujo papel específico é servir; antes de mais nada, deve estar a serviço de Deus e, depois, a serviço das pessoas que guia; enfim, ele está a serviço de todos. Por conseguinte, ser chefe implica querer servir. Usar formas pré-determinadas é uma maneira de agir um tanto mecanicista e superficial; como também é fora de moda impor um sistema pesado de procedimentos excessivamente jurídicos; e perder-se em pequenos detalhes é sinal de uma mente pequena. Daí se conclui que o político, bem como o líder, deve possuir qualidades para o pleno exercício de sua missão. Ele deve ter uma visão da situação de um modo global; deve ser, sempre, flexível; ser capaz de transformar o mal em bem. Por isso e para isso irá precisar de conselheiros, assessores e, sobretudo, colaboradores que tenham a mesma visão e a mesma vontade. Se o político for um chefe carente de competência, não só poderá perder o prestígio, mas também a sua credibilidade. Um aspecto característico de um verdadeiro chefe ou de um verdadeiro político é o fato de saber como escolher os seus colaboradores. Deverá saber procurá-los, descobri-los, acolhê-los, inspirar-lhes confiança, deixá-los trabalhar, amá-los. É claro que não existe um político “ideal”, como também não existe um colaborador “ideal”; o que não significa que se possa escolher qualquer um. O princípio-guia de qualquer liderança é Deus. Como fonte de uma autoridade verdadeira, Ele não deixará de assistir e ajudar àquele que chamou para compartilhar a sua autoridade. São Paulo (novamente citamos São Paulo, mesmo porque estamos no Ano Paulino) nos diz que toda autoridade vem de Deus. Com certeza ele não está falando da autoridade imposta, mas da autoridade serviço. Por isso, a verdadeira autoridade está fundada no espírito de humildade e de caridade. Para ser um bom político deve-se atender às necessidades dos mais necessitados e transformar-se em defensor intransigente do bem comum. É ter a coragem de “saciar a fome dos famintos e despedir os ricos de mãos vazias”, princípio básico e fundamental da Justiça. Política é uma vocação e uma ocupação nobres. Desde que exercida e vivida em função do bem-comum, que passa a ser o “termômetro” da ação política. Se, por um lado, temos maus políticos que se deixaram levar pela tentação do “ter” e do “poder” e se enveredaram pelas trilhas da corrupção, por outro, temos, na história do Brasil, um bom número de políticos que foram homens transparentemente honestos e coerentemente comprometidos com a causa do povo, sobretudo, dos mais pobres e necessitados. Quem tem vocação para a Política e se omite, comete um grave erro. Assim como aquele que não tem vocação, mas mesmo assim quer ser político, fazendo da política um meio de vida, igualmente erra. Ou, melhor dizendo, erra duplamente, pois além de sacrificar o seu povo, compromete o seu nome e acaba sacrificando a sua vida e comprometendo a sua salvação. |
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| Última Atualização ( 04 de agosto de 2008 ) |


